segunda-feira, 8 de novembro de 2010


- Toda mulher é doida*. Impossível* não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem o amor*, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução* para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos* e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes*, bonitas*, ter filhos* e fingir*, às vezes, que somos santas*, ajuizadas*, responsáveis*, e que nunca, mas nunca*, pensaremos* em jogar tudo pro alto* e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina*, sei lá, diga ai uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha. Eu só conheço mulher louca*. Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada*, dramática*, verborrágica*, maníaca*, fantasiosa*, apaixonada*, delirante*. Pois então. Também é louca*. E fascinante*. Todas as mulheres* estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade* que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade* de Viver* até a Última* Gota*. Só as cansadas* é que se recusam a levantar da cadeira pra ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Ma mulher* que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
*doidas e santas - martha medeiros*

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